sábado, 21 de julho de 2012

Boticão- Carlos Iafelice


Tédio

Quase morri de tédio!!!
Eu estava sozinha
Longe eu ouvia
Risos e gargalhadas.

Esmagaram-me
Fiquei a gritar
Pelas minhas muletas
Desgraçados!!!

Ali deitado ao chão
Fiquei em um tempo
Além da vida
Além da morte

Inerte, calado, a vadiar
Esmolando palavras
Vazio
Silencio

Invasão na minha alma
Explodindo ferida
A solidão me estendeu
As mãos e eu deitei no colo dela.

O vento passou
Brincou com cortinas
A música tocou no piano
Eu quase morri de tédio!!!



Simone Archanjo.

Doutor sabe tudo- Dilermando Reis


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vontade de jogar fora.

Vontade também
Cansa...

Cansado...

Caçado por mim mesmo.

Sempre assim...

Consolador que nunca consola

Ilusão nada mais

Mais é uma palavra entre aspas
Assim como e si...que...como...

E si fecho os meus olhos e vejo
No espelho grudado o desespero?

Eu não quero ver...

Querer é sempre uma escolha
Um julgamento entre duas coisas.

Dúvidas...

Energia, imagens, pensamentos
Tudo jogado lá atrás dos muros!

Lixo...

Tudo aquilo que já foi útil
Ou que é mesmo imprestável.

Possuir é pura ilusão...

Nada se possui e, tudo que se possui
No fim das contas vira lixo,

Fim de feira...só sobra lixo

Lixo de pensamento...

Mas eu tinha que jogar fora entendi?


Simone Archanjo.


 


domingo, 9 de outubro de 2011

MEU GRITO

Pare de pensar que existe algo superior
Pare de medir tuas forças, tuas ideias
Hoje, ouça, pare de comparar tua vida a do outro.


Realidade é aquilo que você pensa sobre ela
Exclua-se de qualquer autoridade!
Exija respeito, salve-se de si mesmo!


Mude de ponto de vista já que não pode mudar o passado
Pesada é a realidade que lhe atravessa o peito?
Não, pesada é a dor
Passada de geração a geração.


O aprendizado é um habito, na maioria das vezes vem
Recheado de equívocos, duvide das respostas
Tudo é repetição? se conformar seria um desastre.

O ERRO

Erros, porque não suporta-los?
sem a existência destes seria ridícula a felicidade dos acertos.


Sou um cão otário mordendo o próprio rabo
As mãos repousam sobre a mesa.


Lá vem ele, sujeito miserável
De meias sujas e pés maltratados.


De certo achou o anel que procurava
mas veja, porque retornaste tão tarde para busca-lo?


Já não serve a teus dedos
esquece pobre diabo!


explica-me, tu corres sem direção?
ou estás a procura de um abrigo?


Porque te colocas de fora?
pare de apenas rabiscar!!!


Mãe procura-me, sou teu filho
sofro feito um mendigo


Eu grito, um grito de dor mesclando-se
a um suspiro de alívio.

Andando por aí

Vou andar, sem medo nem pressa de chegar lá
Vou indo, me perdendo em rodas de amigos
Sem medo do que vou encontrar a diante.


Não receio obstáculos, tampouco importa 
Se vou encontrar o que estou procurando.


O que me interessa é acordar todos os dias,
Olhar para trás e perceber que ontem eu 
Estava um passo atrás e hoje um passo a frente.